quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Voltou...


Voltou, sim voltou, este sentimento depressivo, suicida, homicida. Sentia falta dele, há tanto tempo que já não o tinha, desapareceu quase como que por magia, mas agora voltou, sinto-me tão feliz, completo outra vez.
Tiraram me a minha tristeza o meu desprezo, o meu ódio, os meus preciosos sentimentos de rancor, mas estou aqui para reivindicá-los. Preciso deles, amo-os, nunca pensei assim deles, mas agora vejo como me fazem falta, como sempre os desejei, mas só quando fiquei sem eles e que me apercebi que os queria.
Tive medo do meu lado negro, de pensamentos suicidas que rapidamente insistia em reprimir, repreendia-me por isso. Mas quando voltei a ter pensamentos da mesma natureza senti um salto na barriga, “borboletas na barriga”, tive um imediato sentimento de nostalgia e alegria, e agora apercebo-me como são bons e reconfortantes tê-los de volta.
Tudo parecia-me tão estranho sem eles, descobria o mundo de novo, de outras maneiras, mas agora apercebo-me como é bom aquilo que tinha e que redescobri, e agora também vejo isto com outros olhos, com mais carinho, com mais dependência, com amor.
Sim amo-me, amo o meu lado negro…

domingo, 25 de outubro de 2009

Tão Perto...


Tu estás aqui, tão perto que quase te posso tocar, mas esta barreira insiste em não me deixar…
Sinto o teu respirar, o teu coração a bater, o teu cheiro, a tua presença, mas nada mais. Não te posso tocar, por este simples obstáculo. A musica que flui á nossa volta coloca-te num transe e tu colocas-me a mim. Sinto todo o meu corpo a vibrar, todas as minhas células e não só por causa da música mas também por ti.
È tão bom, tão bom, estar aqui, tão perto de ti, assim… Mas há sempre algo que falta, algo que nunca existiu, por causa desta barreira, que por vezes se fortalece e por momentos, efémeros momentos, te posso tocar e sentir.
Estou aqui assim tão perto que se te virasses esbarravas em mim, mas tu nem reparas, nem dás conta que estou aqui, não realmente, não da maneira como reparo em ti, como te vejo. Mas eu quero que repares, eu quero que me toques, quero que me vejas como eu te vejo a ti… mas tu não me vês… Não me sentes…
Por favor vira-te, por favor olha para mim… Peço-te… Mas tu não me ouves, tu insistes em não ouvir. Nunca me irás ouvir pois não podes, por esta barreira, ou se calhar não queres ouvir. Mas por momentos, longos momentos, desejo isso…
ESTOU AQUI…
Por vezes, raramente, respondes ao meu chamamento, e magoa-me os ínfimos momentos em que isso acontece, mas abraço esses momentos para me manter á tona nesta loucura…
Será esta barreira, esta importante e estúpida barreira que te faz surda? Que te faz cega a mim? Será por ela que não me sentes? Acredito que sim. Esta barreira que nos une fortemente e nos separa…
Esta barreira da amizade…

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Não te entendo...


Não te entendo. Não te consigo perceber. O que queres dizer? O que é que eu fiz? O que é que eu disse? Porque é que estas chateada? Eu sei que fiz algo para estares assim, mas o quê?
Não te consigo entender, sei que ligas muito ao que está implícito, mas assim eu não sei em que é que tu reparas. E o que é que estava implícito naquilo que eu fiz, ou que eu disse, para tu ficares assim?
Tu conheces-me. Ou pelo menos acho que sim. Sabes que nunca faria nada para te magoar, para estragar a tua vida. Mas então porque não confias em mim? Porque insistes em desconfiar? Porque não me dizes o que se passa? E eu fico assim, a sofrer por dentro, sem saber o que fazer, sem saber o que falar, sem saber como agir. Tenho medo de falar contigo, de ir ter contigo, de estar á tua beira. E ficamos chateados, e não falamos um com o outro, e ficamos com assuntos por resolver. Eu não quero ficar com assuntos não falados, não terminados, entre nós, isso só cria distância, e eu não me quero distanciar de ti.
Por favor… não…
Tu declaras que nos conhecemos bem, bem demais para criar certas confusões, que nos conhecemos á tempo suficiente para não haver certos preconceitos. Mas isto só mostra que não é verdade, há sim preconceitos, confusões, segredos que não era preciso haver. Isto só mostra que não nos conhecemos, que tu não me conheces, porque se soubesses, saberias que passo a vida a brincar, para tentar fazer a vida mais feliz, menos difícil, e saberias também o quanto és importante para mim, e o que significas, e que nunca te prejudicaria, pelo menos não com intenção.
Por favor, não fujas, não te distancies, fala comigo diz-me qual o problema, quais as tuas preocupações… Tens vergonha de mim? Ficas-te com vergonha de mim?
Por favor… não vás…








Love H

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Blood


So true...
Soooo true...
Lool...
:p

PS:Dedicated 2 ichi-nee-san... miss u...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

You make me wanna...


Nunca me senti tão bem perto de alguém, tão bem perto de ti. Nunca pensei em ti dessa forma e talvez seja por isso que o sinto. Sei que não gostas, sei que não queres, mas é o que penso, é o que penso que sinto.
Penso em romances, penso em romântico, sim, sei que o odeias, eu também, mas e mesmo por isso que o faço, por seres como és, por pensares como pensas, por me fazeres sentir como fazes, que penso nisso, que penso assim.
Não poderei dizer que penso em ti a todo o momento pois não seria verdade, e tu não gostarias que o disse-se, mas sim ocupas uma grande parte do meu pensamento. Não direi que és a mais bela pois não o és mas a meus olhos és a melhor. Não direi que és perfeita, mas para mim, estás muito perto de o ser.
Por ti faria muitas coisas, e faço, mas não poderei fazer tudo, se não conseguir no mínimo tento, não posso mover uma montanha, não posso te dar uma estrela do céu, não te posso dar o meu verdadeiro eu, porque assim eu não seria, e tu não gostarias. Mas apesar de tudo sei que posso, ou pelo menos quero, te dar tudo o que poder.
Fazes me sentir diferente, não te consigo, nem sei, explicar. Acredito que temos o nosso próprio mundo, só para nós. Fazes com que eu ria como um louco, Fazes com que a minha vida se pareça com um sonho, tornas a minha vida numa loucura que nunca tinha experimentado. Fazes de mim um louco sonhador, sorridente e puramente feliz.
Nós não acreditamos num amor incondicional, não acreditamos no casamento, não acreditamos num “cavaleiro montado num cavalo branco”, não acreditamos num amor eterno, não acreditamos num “e viveram felizes para sempre”, mas sim acreditamos no amor.
Terei que superar para os conhecermos ainda melhor? Certamente, toda a gente o faz. Acredito que o possa fazer? Claro, mas mesmo assim tenho medo de que nada volte ao normal. E será isso mau? Não sei, só o tempo o dirá.
Fazes me querer fazer coisas em que não acreditamos, que não queremos, eu e tu. Será uma maldição? Mas apesar de tudo continuo a querer faze-las.
“***** ** ****** ***** ******** ** ****** *** *** *********** * *** *****” sei que sabes o seu significado e sei que descobrirás quem és, e por isso nunca poderás ler isto.






Love H

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Vida é Verde


Devido àquela postagem, do meu amigo, que referi na minha postagem anterior, surgiu-me uma duvida, qual a cor da vida.
Cheguei á conclusão que a vida é verde. O porquê da vida ser verde? É porque o verde está presente em toda a natureza, é uma cor viva que nos traz felicidade, sei que não representa felicidade, mas o que interessa não é o que as cores representam, mas sim como nos fazem sentir.
Quando se está na presença do verde faz-nos sentir frescos e inspirados. É uma cor bela, como todas, á sua maneira. As suas diferentes tonalidades podem significar coisas diferentes, tal como há coisas na vida que não gostamos tanto, também há diferentes tonalidades que não apreciamos.
Se quisermos, sim, falar dos significados das cores, qual significado é melhor, que esperança, para a vida? Nós vivemos sempre esperando qualquer coisa, nem que seja um brinquedo, quando somos crianças, aquela pessoa especial, quando somos jovens, um emprego em especial, quando somos adultos. Os nossos sonhos e esperanças, são o que nos faz mover o que nos faz viver e progredir.
O verde…
sim o verde…
é a cor…
da vida…

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Amor é Preto


Devido a uma conversa que tive com amigos e uma postagem no blog de um desses amigos decidi escrever sobre este tema.
As pessoas costumam dizer k o amor é vermelho, rosa, ou outras cores do género. Mas porquê? Já pensaram no porquê dessa cor? Já pensaram que a verdadeira cor do amor pode ser o preto?
O preto é uma cor que dá conforto. Toda a gente gosta do preto, ou de alguma coisa preta, e de certeza que têm algo dessa cor, toda a gente tem. Ele está sempre presente em tudo, é como o amor, nem que sejam diferentes tipos de amor. Para além disso o preto tem diferentes tonalidades, tal como o amor tem diferentes intensidades e durações.
O preto serve para nos consolar, dá-nos uma sensação de conforto, também pode dar aquela sensação de calor, de felicidade. Serve tanto para ocasiões de alegria como de tristeza. É uma cor que ninguém deixa de gostar, tal como o amor toda a gente necessita dele.
Portanto apesar da que se possa pensar o amor, para mim, é preto.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Conformados


Um amigo meu, aliás um grande amigo, que apesar de o conhecer á pouco, ele já me conhece muito, e mereceu, muito mais depressa que outras pessoas, o titulo de amigo, comentou sobre o tema do conformismo, e postou no seu blog.
Não posso criticar sem ser chamado de hipócrita, só posso comentar, pois apesar de ter sido abençoado com a diferença, sempre desejei ser igual. Mas aí está um problema, como se poderá ser diferente se até os que têm a graça de serem diferentes querem ser iguais? Agora todos querem ser diferentes, serão então, diferentes, aqueles que querem ser iguais? E o que será que as pessoas querem em serem diferentes? Querem ser gozados, rechaçados ou que os tratem mal? Pois é o que acontece ao diferentes…
Todos dizem que querem ser diferentes, mas só são diferentes dentro duns parâmetros, nunca além daí. A sociedade diz que podemos ser diferentes, mas apenas se não formos demasiado, e as pessoas continuam com as suas vidas a pensar que são diferentes, mas são apenas tal e qual a sociedade quer. Ao darem um pouco de liberdade, conforman-se, ou não se apercebem da realidade.
Ao fim e ao cabo aqueles que são “diferentes”segundo os parâmetros da sociedade, e ainda desejam ser diferentes, é porque realmente nunca o foram e apenas pensam que o são…

domingo, 24 de maio de 2009

Dedicatória

Queria dedicar esta imagem ao McFlurry... Ñ sei km + é o criador, mx é 1 verdadeiro génio... Lol...

Mas a sério, és dos gajos + fixes k conheci... I love you man... There... I said it... ANd I don't want to take it back... Lol....

(PS:para os que ñ sabem, é 1a "inside joke", e vão ficar sem saber o k é... Lol)




Pa ñ t sentirx mt mal tb dedico esta imagem a mim.... Outro génio anónimo... Lol...

Sinto-me...


Já não sinto a necessidade de fugir. É tão bom sentirmo-nos bem, termos alguém ao nosso lado que nos entende, nos percebe e ajuda a conhecermo-nos melhor. Sinto-me tão bem, tão seguro, mas cheios de medo que isto acabe.
Esta incapacidade de me manter calado, de guardar tudo para mim, aumenta cada vez mais. Tenho medo que possa vir a tornar-se um perigo. É como um vício, depois de nos abrirmos a alguém, e difícil parar, e eu não quero parar, mas poderão vir a ter demasiado poder sobre mim.
É tão bom encontrarmo-nos, mas sinto-me tão perdido. Tudo o que me definia, ou pelo menos o que eu pensava que me definia, desabou, e foi substituído por outras coisas, talvez melhores, mas ainda estranhas a mim. A vontade urgente de fuga, e todas as dúvidas desapareceram, mas foram substituídas por outras, dúvidas para as quais nunca me preparei. Encontrei-me mas perdi-me.
Não consigo cessar de pensar se isto será o mais correcto… se estas pessoas, que finalmente conseguiram chegar a mim, àquele poço fundo, algum dia partirão… e se me deixarão afundar de novo… sozinho…
Depois de tanto que passei, parece irreal, esta sensação, quase como um sonho, e espero incessantemente, com medo, do momento em que vou despertar…

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Porque tenho de sorrir...


Porque tenho de viver a sorrir? Sempre a disfarçar o que sinto, sempre a esconder quem sou… Quando vai isso acabar? Quando é que poderei ter um momento em que sou quem posso realmente ser?...
Nunca realmente me expressei, nunca ninguém me leva a serio, nunca ninguém pensa realmente naquilo que digo, nunca ninguém se importa com o que eu penso… Tudo por um simples sorriso… Aquele que viaja sempre na minha cara… Ninguém pensa que também possa ter problemas, que possa sofrer… Simplesmente porque sorriu, porque não mostro o que sinto… Nos breves momentos em que ele escapou dos meus lábios, as pessoas, o mundo, rechaçaram-me…
Por isso o sorriso fica na minha cara…
Por isso nunca sou visto sem ele…
Por isso ele se tornou parte de mim…
Mas por vezes, quando ninguém está a ver, quase como um segredo, ele desaparece… Que se verá, então, quando se olha para a minha cara?...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

MAIS FÁCIL...


Percorro um longo caminho. Não sei para onde vou, não sei de onde vim. Parece que ninguém conhece este caminho, que ninguém o vê. Caminho só, a tentar chegar a lado nenhum, á procura de alguém que não conheço, e espero que me ajude, mas sei que ninguém vai… Nunca ninguém me ajudaria.
Percorro um longo caminho. Tão longo que não vejo o seu fim. Tenho medo, mas avanço. Tento não olhar em frente e conto as pedras no chão. Algo as desvia. Algo faz com que o meu caminho seja mais fácil. Mas porquê? Porque é que alguém, ou algo, teve de escolher por mim? Porque é que não posso tropeçar e bater com a cabeça? PORQUE NÃO ME DEIXAM???
Percorro um longo caminho. Tenho um longo caminho a percorrer. Longo e difícil, mas tenho de o percorrer. Lembro-me de pessoas, de sentimentos. Porque é que as lembranças destas pessoas têm tanto poder? O QUE SÃO ESTES SENTIMENTOS???
Percorro um longo caminho. Ainda falta tanto para percorrer. Estas pessoas são o que se chama de amigos. Mas eu não me lembro de permitir que fossem meus “amigos”. Porque é que invadem o meu espaço? Será que me querem ajudar?... Não nunca ninguém me ajudaria… Porque é que me prendem? PORQUE É QUE NÃO ME DEIXAM AVANÇAR???
Percorro um longo caminho. Este caminho de terra e pedras é demasiado extenso. Estes sentimentos que dificultam a progressão, porque é que os associo ás pessoas? Porque é que o seu poder é imenso? Não posso simplesmente afastá-los e andar mais rápido? MAIS FÁCILMENTE???
Percorro um longo caminho. Quando acabará este percurso? Estas forças que sempre me impedem, á medida que avanço, perdem-se, acabam, deixam de existir… Mas porquê? Quem é que o permitiu?... Certamente que não fui eu… E se as forças que me puxam para trás, estão a desaparecer, porque é que o caminho não é mais curto? Porque é que me sinto mais triste? PORQUE É QUE NÃO É MAIS FÁCIL???Percorro um longo caminho. Um rio cruza em frente deste cansativo caminho, sobre o qual ando. Porque não me atiro e vejo o que acontece?... Deixar-me afogar pela mágoa, pelo medo, pela dor, pela hipocrisia… Talvez não… Talvez encontre uma ponte… Sempre é mais fácil…
Percorro um longo caminho. O que será que impede esta ponte de desabar? Será força de vontade? Coragem?... Não me parece… Talvez seja por causa da covardia de terminar uma vida. Não tem coragem de enfrentar as consequências. Talvez fosse mais fácil…
Percorro um longo caminho. O caminho desce para a terra. Porquê não descer? Sempre é mais fácil... Subir é cansativo… Está tudo escuro… Deixo-me levar pela escuridão, esta sensação de abafo, mas também de conforto e de falso refúgio… Mas e as pessoas que conheci? As que deixei lá em cima. Como ficaram? Como estão elas? NÃO POSSO… Tenho de sair daqui… Desta escuridão… Cavar um caminho daqui para fora… O ar é libertador, e os amigos começam a desvanecer mais rápido… Mas porquê? Será que valeu a pena? Voltar para estas pessoas que não me dão valor? E de repente porque é que conheço mais pessoas? Estas que se auto proclamam automaticamente de amigos, sem sequer o serem? E PORQUE È QUE AQUELAS QUE QUERO CONHECER NUNCA O FAZEM??? Sempre seria mais fácil…
Percorro um longo caminho. O caminho treme, ameaça desabar. E porque é que não o faz? Porquê não o deixar? Sempre seria mais fácil…
Percorro um longo caminho. Vejo outros caminhos, que posso optar por seguir. Porque é que escolho aquele que parece ser mais fácil? Talvez por ser mais fácil… Mas nunca mais poderei voltar a vislumbrar esses caminhos… Não quero olhar para trás… NÃO POSSO… Tenho medo…
Percorro um longo caminho. De cada um dos meus lados vejo coisas a cair, coisas que ficam para trás. Casas, carros, castelos, pirâmides, carruagens, esfinges verdadeiras, múmias, fadas, dragões, cavaleiros e as suas belas princesas, pequenos animais do bosque, dinossauros e até o monte Olimpo tudo se afasta de mim… Porque me abandonam? Estes… Estes sonhos… que são mais para mim que este caminho interminável, PORQUE ME ESCAPAM???.... Para voltar a tê-los faria qualquer coisa… Sempre foi mais fácil sonhar… Porque é que estas pessoas ligadas a mim desfazem-nos? Destroem-nos? Será que querem que eu seja infeliz? SERÁ QUE PENSAM QUE VIVEREI MELHOR??? Que se metam nos seus miseráveis caminhos, e não me chateiem…
Percorro um longo caminho. Este caminho nunca mais acaba. Podia acabar, sempre seria mais fácil… Tento não ver as minhas coisas mais preciosas a irem embora… é demasiado custoso… Mas algo me diz ao ouvido, se me voltar e olhar para trás as vou ter de volta, e que tudo vai ser mais fácil… Sinto-me tentado em olhar… Mas estas pessoas que se empoem na minha vida e criam amizades dizem para não o fazer… MAS PORQUE NÃO SE METEM NOS SEUS CAMINHOS??? Sempre seria mais fácil, para eles… Será que é por gostarem de mim??? Não… Nunca ninguém gostaria de mim…
Percorro um longo caminho. O caminho em frente parece não ter fim… Eu nunca olharei para trás…Tenho medo… É difícil ter medo… Vou andar em frente é mais fácil…
Percorro um longo caminho. Este longo e interminável caminho já me começa a afectar os nervos. PORQUE É QUE TENHO DE O PERCORRER??? Não posso simplesmente parar na berma?... Sempre seria mais fácil…
Percorro um longo caminho. Mais á frente há algo. Mas quem é que atira coisas destas para o meu caminho?... Se estas coisas não aparecessem sempre seria mais fácil… É um punhal… É lindo… O punho é de marfim, tem rubis e fios de ouro encrostados, e a lâmina é de prata… É como daqueles punhais com os quais, nos meus sonhos, as donzelas se suicidam pelo seu amor…
Percorro um longo caminho. Olho em frente e vejo o que ainda me falta andar e penso… Serão suficientes os amigos? Que insistem em intrometer-se… Os sonhos? Que se vão perdendo…O amor? Que é o sentimento mais doloroso… A escuridão? Que insiste em me envolver…O medo? Que não me deixa parar… SERÁ ISTO SUFICIENTE PARA CONTINUAR A CAMINHAR???
Percorro um longo caminho. Então vejo o punhal, que deixei no chão, na minha mão… Apareceu no exacto momento, na fracção de segundo, em que parei, e do canto do meu olho vi o caminho atrás de mim…
Percorro um longo caminho… Será isto um sinal?... Devo continuar a percorrer este cansativo caminho?... Ou corto o pescoço?... Sempre seria mais fácil…

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Faith


Images of them pass through her mind, of her father, her mother, brother. She runs, runs as fast as she can, but he is quicker. She is becoming out of breath but she still runs, runs as fast as she can, but he outruns her easily.
She still thinks about the moment he entered her house as a guest and future partner of her father. But suddenly everything changed, her father’s throat cut in the living room, her mother decapitated in the kitchen, her brother stabbed in the chest while protecting her. That gives her strength, so she runs, runs as fast as she can.
She runs into a clearing, runs for her life, where the moon shines, on the far side a cliff wall delimits her escape. She runs, runs as fast as she can, looking for someplace to hide, some hole on the wall, but there is none.
There he is, on the other side of the clearing, looking at her, at her despair and laughs. Without a place to escape she prays. She prays for her family, she prays for her, she prays for the world, she prays… for him. Then standing up in her imposing 12 years of life, looks with determination at the very last eyes she will ever see.


Is faith really a good thing? It can make us do terrible thing like the holocaust, inquisition, the witches of Salem, among many others. But it can also give us love, bounds, and determination do so the impossible and the unexplainable.

Very Few


She gets up, still sleepy, goes down to the kitchen and eats milk with cereals. When her parents come to have breakfast, she goes up, to have a shower. She dresses up and prepares her bag, and goes waiting for her parents next to the car.
After leaving her mother at work, her father leaves her a bit far from the school, but not as far as her house is. During the way to school, she sees shops trying to delay the moment, she doesn’t see her colleagues passing through her, turning their heads away, she doesn’t need to.
When she arrives at school, she’s late, there’s nobody in the corridors, so much the better. As she enters the classroom, the teacher argues and her peers laugh. She looks for a seat, but no one wants her next to them, so she seats in the back as usual.
In the morning break, everyone make fun of her:
-Freak!
-Fuckbag!
-Bitch…
Or simply don’t look, maybe that’s better. Every day the same thing, always the same routine, no one to talk to. Lunch is the worst; she prefers to take food from home rather than going to the cafeteria.
After a very tiring afternoon she walks slowly back home. She likes to walk, better than going by bus with the other jerks. Arriving home her maid asks how her day was, she says it was like always. She goes to her room, lies on the bed and closes her eyes
- I’m sick of it! - she thinks- Today is going to be different…
On her time to leave, the maid walks out the house, goes up to her car, and when she is going to open the car door, she sees a black liquid sliding down the door. She looks to the top of her car and sees her, with a twisted neck and vacant eyes, looking back…


What can bring us to suicide? Is it ourselves, thoughts, those closest to us, the society? Or is it everything? How many of us think of doing it, but only a few go all the way…
Should they be feared? Criticised? Or praised?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Die Hannah! Die!


You don’t know how much I hate you right now, do you?
I hate because you were there, I hate because you saw, I hate because you said it, I hate you because you comforted me, I hate because you were by my side, I hate because you touched me, I hate you because you care, I hate you because you said I was special, I hate you because you saw me crying, and no one, no one, as ever saw me crying. For that I want to kill you, to see the life be extinguished through your eyes, to feel your blood rushing from your chest into my hands. But I won’t. I won’t kill you because you were there, I won’t kill you because you care, I won’t kill you because you’re special, I won’t kill you because… I love you. I can’t stand to love you, I hate feeling this now, because of what you said, of what you saw. But I do love you because you’re great, I love you because you were there, I love because you comforted me, I love you because you were by my side, I love you because you said I was special… I love you because you care… I love you… because…because you’re…
SO I HATE YOU…
I hate you…
because…
you’re…
my…
friend…




With love
H…

terça-feira, 28 de abril de 2009

Amar com o olhar


Gostava que alguma rapariga chega-se perto de mim e disse-se … Eu amo-te…
Sem preocupações, sem constrangimento, sem as dúvidas de querer saber se aquele alguém especial também gosta de nós… ou talvez 1 beijo rápido mas que demonstra-se todo o sentimento guardado… Acho que é algo que toda a gente quer, mas poucos o conseguem...
É tão duro amar sem saber se a pessoa amada sabe que nós existimos. Só houve uma única vez em que soube que o sentimento era mútuo…
Ela era amiga de uma conhecida, estávamos num mini mercado, Eu olhei, ela devolveu o olhar, e sorriu, um sorriso sem inocência, com sentimento, com desejo. Eu tentei responder com um olhar sorrido que pensei devolver os mesmos sentimentos. Não parámos de olhar. Ela foi a primeira pessoa a quem consegui realmente olhar nos olhos.
Então a minha conhecida pagou e foi embora puxando a amiga ligeiramente… e o feitiço quebrou-se.
Ela virou a cara, corada. Eu olhei para o chão.
Uma amiga que estava comigo, olhou-me nos olhos e disse:
-‘Tavas a chorar?
-Não se passou nada…- apenas o momento mais mágico da minha vida, pensei.
As pessoas a quem contei escarneceram, não perceberam a importância que um simples momento, um trocar de olhares, pode ter na vida de alguém, não perceberam a importância que teve para mim. O momento mais mágico… a rapariga desconhecida com quem nunca falei, mas com quem partilhei um olhar, um sentimento, um desejo.
Esses momentos afectam muito e só agora me apercebo da sua importância da vitalidade que necessito…
-Eu percebo… -houve quem disse-se -é aquela sensação de estar num filme…
Mas não é, é ainda mais importante que isso. E agora percebo como posso ter tido razão. Sinto que o melhor momento da minha vida passou. Como uma folha levada por uma suave brisa. Um feitiço quebrado pela força de um raio de luz. Um suspiro que se desvanece.