segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dorme


Dorme meu bem! Dorme descansado enquanto eu fico aqui do teu lado esperando. Esperando que o tempo passe e que chegue o momento em que acordas e me beijas docemente. A tua expressão faz aparentar que ainda estás a sonhar. Um lindo sorriso nos teus lábios conforta-me, dizendo que tudo está bem, que tudo corre bem e sempre estarás aqui ao meu lado, mas não por enquanto. Por enquanto não estás do meu lado. Estás num mundo qualquer que não este. Adormecido. Esquecido do mundo, e para o mundo.
Não te preocupes, eu estou aqui. Aqui bem apertado contra ti, contra o teu corpo. Eu protejo-te com os meus braços, envolvendo a tua cabeça encostada ao meu peito. Estás aqui tão próximo de mim, que se não fosse pela pele que nos cobre, seríamos a mesma pessoa. Mas tu estás tão longe, num mundo do qual eu não sei a distância, que tenho que percorrer para te encontrar.
Não sei o porquê de tu quereres estar perto de mim, de quereres a minha pessoa ao teu lado, mas não me importo, o que interessa é que me queres na tua vida e para mim isso é o que mais estimo, é isso que neste momento posso desejar mais que qualquer outra coisa.
Eu olho pela janela, por onde entra uma nesga de luar que ilumina o teu corpo desnudado, e penso em ti e no que tu significas para mim. Penso no quão bem me fazes sentir. Eu não precisaria de sentir o teu corpo, de te ver, bastaria sentir a tua presença e saberia que tudo estaria bem naquele momento. Por momentos, deixo o teu lado e estou num mundo que envolve o teu, protegendo-o.
Não tenho nada mais que outras pessoas com quem estiveste, talvez até tenha menos, mas tenho-te a ti. Tento, e tentarei te proteger com tudo o que tenho. Por isso não durmo quando tu o fazes, para me poder assegurar que estás seguro. Tu fá-lo por mim quando estás desperto, mas por enquanto, enquanto o sono faz a tua alma vaguear, eu fico a velar pelo teu corpo. Tomo o teu papel, quando tu não me podes impedir de o fazer.
Teço um feitiço á tua volta. Apenas posso rezar para que sintas esse feitiço. Um feitiço que, espero, te faça dormir um sono descansado e calmo. Um feitiço que deixe um beijo na tua face com todo o carinho que sinto por ti. Um feitiço que te faça lembrar de mim quando mais nada te reste. Por isso…
Dorme meu bem!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Queria


Eu queria.
Queria mas não quero.
Queria poder querer
mas o querer não surge quando quero.

Quero querer
Mas no fundo não quero.
Não quero,
porque é isso mesmo quero,
mas não quero não querer.

Apenas queria querer,
mas querer não é algo que se possa querer,
só por querer.
É preciso querer realmente,
para poder de verdade querer.

Por isso quero.
Mas não queria.

Queria tanto,
tanto querer,
mas não posso.
Não posso apenas querer.
Querer por querer.

Quero o que quero,
mas também quero poder querer
o que quero querer

Por isso não quero que me deixes
mas queria poder querer
que te fosses.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Canta-me uma música de amor


Canta-me uma música de amor. Algo que fale dos nossos sentimentos, do quanto somos importantes um para o outro e de que não podemos viver um sem o outro. Canta-me uma música alegre mas que me deixe pensar nos momentos em que passamos juntos. Uma música melancólica mas que não me entristeça. Algo que me faça querer aproximar mais de ti.
Por favor canta para mim, uma música que me fique na cabeça e que me deixe todo o dia a pensar nela. Por favor canta e continua a cantar, não deixes o silêncio preencher este vazio que persiste. Canta e espanta tudo á nossa volta, deixa-nos sozinhos, apenas um para o outro.
Continua a cantar essa tua música harmoniosa. Continua a cantar para que o silêncio que insiste em envolver-nos não pareça tão real. Canta uma música de amor para que sintamos que ainda nos amamos. Uma música que nos deixe a pensar em todos os beijos e carícias que partilhamos. Quero ainda pensar que estamos juntos e que ficaremos assim por muito tempo. Quero sentir que ainda nos amamos e vai ser assim pelo menos durante mais algum tempo. Canta e faz-nos esquecer o que somos, no que nos tornamos. Canta e abraça-me forte para te sentir perto de mim, para sentir como se alguém ainda me amasse.
Canta e esqueçamo-nos um do outro…

domingo, 2 de maio de 2010

Blood


I tear my skin apart.
Any sharp object will do,
but only if it was you,
it would make me the happiest.

Feeling the flesh being reaped
the blood running down my skin
dripping to the floor
If only it was your blood
I would lick it
I would savour it
I would drink it.

I want to kiss your neck,
Nibble it,
bite it,
suck on the wounds
I would make.
Oh, how that would make me happy

I want you
I want your body on mine
I want your nails on my back,
I want your teeth on my skin,
I want your blood on my lips,
I want your blood on my skin.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Voltou...


Voltou, sim voltou, este sentimento depressivo, suicida, homicida. Sentia falta dele, há tanto tempo que já não o tinha, desapareceu quase como que por magia, mas agora voltou, sinto-me tão feliz, completo outra vez.
Tiraram me a minha tristeza o meu desprezo, o meu ódio, os meus preciosos sentimentos de rancor, mas estou aqui para reivindicá-los. Preciso deles, amo-os, nunca pensei assim deles, mas agora vejo como me fazem falta, como sempre os desejei, mas só quando fiquei sem eles e que me apercebi que os queria.
Tive medo do meu lado negro, de pensamentos suicidas que rapidamente insistia em reprimir, repreendia-me por isso. Mas quando voltei a ter pensamentos da mesma natureza senti um salto na barriga, “borboletas na barriga”, tive um imediato sentimento de nostalgia e alegria, e agora apercebo-me como são bons e reconfortantes tê-los de volta.
Tudo parecia-me tão estranho sem eles, descobria o mundo de novo, de outras maneiras, mas agora apercebo-me como é bom aquilo que tinha e que redescobri, e agora também vejo isto com outros olhos, com mais carinho, com mais dependência, com amor.
Sim amo-me, amo o meu lado negro…

domingo, 25 de outubro de 2009

Tão Perto...


Tu estás aqui, tão perto que quase te posso tocar, mas esta barreira insiste em não me deixar…
Sinto o teu respirar, o teu coração a bater, o teu cheiro, a tua presença, mas nada mais. Não te posso tocar, por este simples obstáculo. A musica que flui á nossa volta coloca-te num transe e tu colocas-me a mim. Sinto todo o meu corpo a vibrar, todas as minhas células e não só por causa da música mas também por ti.
È tão bom, tão bom, estar aqui, tão perto de ti, assim… Mas há sempre algo que falta, algo que nunca existiu, por causa desta barreira, que por vezes se fortalece e por momentos, efémeros momentos, te posso tocar e sentir.
Estou aqui assim tão perto que se te virasses esbarravas em mim, mas tu nem reparas, nem dás conta que estou aqui, não realmente, não da maneira como reparo em ti, como te vejo. Mas eu quero que repares, eu quero que me toques, quero que me vejas como eu te vejo a ti… mas tu não me vês… Não me sentes…
Por favor vira-te, por favor olha para mim… Peço-te… Mas tu não me ouves, tu insistes em não ouvir. Nunca me irás ouvir pois não podes, por esta barreira, ou se calhar não queres ouvir. Mas por momentos, longos momentos, desejo isso…
ESTOU AQUI…
Por vezes, raramente, respondes ao meu chamamento, e magoa-me os ínfimos momentos em que isso acontece, mas abraço esses momentos para me manter á tona nesta loucura…
Será esta barreira, esta importante e estúpida barreira que te faz surda? Que te faz cega a mim? Será por ela que não me sentes? Acredito que sim. Esta barreira que nos une fortemente e nos separa…
Esta barreira da amizade…

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Não te entendo...


Não te entendo. Não te consigo perceber. O que queres dizer? O que é que eu fiz? O que é que eu disse? Porque é que estas chateada? Eu sei que fiz algo para estares assim, mas o quê?
Não te consigo entender, sei que ligas muito ao que está implícito, mas assim eu não sei em que é que tu reparas. E o que é que estava implícito naquilo que eu fiz, ou que eu disse, para tu ficares assim?
Tu conheces-me. Ou pelo menos acho que sim. Sabes que nunca faria nada para te magoar, para estragar a tua vida. Mas então porque não confias em mim? Porque insistes em desconfiar? Porque não me dizes o que se passa? E eu fico assim, a sofrer por dentro, sem saber o que fazer, sem saber o que falar, sem saber como agir. Tenho medo de falar contigo, de ir ter contigo, de estar á tua beira. E ficamos chateados, e não falamos um com o outro, e ficamos com assuntos por resolver. Eu não quero ficar com assuntos não falados, não terminados, entre nós, isso só cria distância, e eu não me quero distanciar de ti.
Por favor… não…
Tu declaras que nos conhecemos bem, bem demais para criar certas confusões, que nos conhecemos á tempo suficiente para não haver certos preconceitos. Mas isto só mostra que não é verdade, há sim preconceitos, confusões, segredos que não era preciso haver. Isto só mostra que não nos conhecemos, que tu não me conheces, porque se soubesses, saberias que passo a vida a brincar, para tentar fazer a vida mais feliz, menos difícil, e saberias também o quanto és importante para mim, e o que significas, e que nunca te prejudicaria, pelo menos não com intenção.
Por favor, não fujas, não te distancies, fala comigo diz-me qual o problema, quais as tuas preocupações… Tens vergonha de mim? Ficas-te com vergonha de mim?
Por favor… não vás…








Love H

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Blood


So true...
Soooo true...
Lool...
:p

PS:Dedicated 2 ichi-nee-san... miss u...